top of page
Buscar

Para — quase — todas as idades

há 11 minutos
2 min de leitura

Atenção, leitores! Quero adiantar que as palavras a seguir, de forma alguma, formam um relato presunçoso.

Cheguei ao recente entendimento de que eu agrado todas as idades (“todas” está em itálico para dar ênfase à palavra, não porque, de fato, eu agrade a todas…). Como boa observadora do cotidiano que sou, notei tal fato e fiz uma autoavaliação para compreender por que agrado homens dos 20 e poucos aos 50 e tantos…

Eu sei o que talvez irão pensar (além de me acharem presunçosa, o que já adianto que não sou!): que eu agrado porque sou bonita. Bem, talvez seja por isso.

Mas não apenas.

Primeiro: eu não aparento ter a idade que tenho. Pareço ser mais jovem. Os jovens se reconhecem em uma estética semelhante à de outros jovens. Mas, ao mesmo tempo, sabem que eu já não sou jovem. Então, há o fator “experiência”, que muitos também apreciam. O fetiche por uma mulher mais velha, a professora, a mentora… Em tese, há o fator “conteúdo”. Eu sei o que falar, sobre o que conversar e o que fazer.

Curioso é que com os 50 e tantos posso utilizar praticamente a mesma justificativa: não pareço ter a idade que tenho. Pareço ser mais jovem. E é senso comum que homens mais velhos apreciam mulheres mais jovens. Há, ainda, o fator “conteúdo”. Homens mais experientes, intelectualmente mais desenvolvidos, também gostam de bons assuntos para conversar. Em regra, uma jovem ainda não tem um repertório de assuntos tão vasto.


Logo, independentemente da perspectiva, eu agrado.


Mas veja: repito e reforço — não enxergue vaidade nesta escritora que vos fala.


Sou apenas uma apreciadora e retratista do ordinário cotidiano e, para mim, quem eu quero verdadeiramente agradar é você, estimado leitor.


 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
Ah, setembro…

Agosto, de um par de anos para cá, passou a ser um mês de desgosto (com perdão do trocadilho) e neste ano ele manteve sua fama. Quando setembro chegou ao fim, fiquei pensando como foi um setembro dif

 
 
 
Pallium

Ela mudou. Quando chego em casa, após um longo dia de trabalho, já não vem até a porta para me receber, com suas patinhas sapateantes e lambidas eufóricas. Ela já nem me ouve chegar… Ela mudou. Já não

 
 
 
Frutos

Às vezes, penso na sorte das filhas que foram chamadas de "princesas" quando pequenas. Não porque usavam vestidos rodados ou coroas de brinquedo, mas porque um pai lhes ensinou, todos os dias, que era

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
DSC02508_edited_edited.jpg

Professora e escritora nas horas vagas.

Fique por dentro de todos os posts!

Obrigado por assinar!

  • Instagram

Compartilhe a sua opinião

Obrigada pela mensagem!

© 2035 por Quebra-cabeças. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page