Para — quase — todas as idades
Atenção, leitores! Quero adiantar que as palavras a seguir, de forma alguma, formam um relato presunçoso.
Cheguei ao recente entendimento de que eu agrado todas as idades (“todas” está em itálico para dar ênfase à palavra, não porque, de fato, eu agrade a todas…). Como boa observadora do cotidiano que sou, notei tal fato e fiz uma autoavaliação para compreender por que agrado homens dos 20 e poucos aos 50 e tantos…
Eu sei o que talvez irão pensar (além de me acharem presunçosa, o que já adianto que não sou!): que eu agrado porque sou bonita. Bem, talvez seja por isso.
Mas não apenas.
Primeiro: eu não aparento ter a idade que tenho. Pareço ser mais jovem. Os jovens se reconhecem em uma estética semelhante à de outros jovens. Mas, ao mesmo tempo, sabem que eu já não sou jovem. Então, há o fator “experiência”, que muitos também apreciam. O fetiche por uma mulher mais velha, a professora, a mentora… Em tese, há o fator “conteúdo”. Eu sei o que falar, sobre o que conversar e o que fazer.
Curioso é que com os 50 e tantos posso utilizar praticamente a mesma justificativa: não pareço ter a idade que tenho. Pareço ser mais jovem. E é senso comum que homens mais velhos apreciam mulheres mais jovens. Há, ainda, o fator “conteúdo”. Homens mais experientes, intelectualmente mais desenvolvidos, também gostam de bons assuntos para conversar. Em regra, uma jovem ainda não tem um repertório de assuntos tão vasto.
Logo, independentemente da perspectiva, eu agrado.
Mas veja: repito e reforço — não enxergue vaidade nesta escritora que vos fala.
Sou apenas uma apreciadora e retratista do ordinário cotidiano e, para mim, quem eu quero verdadeiramente agradar é você, estimado leitor.

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